Quais São os Efeitos Colaterais da Hidroxicloroquina?
Os efeitos colaterais da hidroxicloroquina variam de náusea leve, diarreia e dor de cabeça até problemas raros, porém graves, como danos à retina (alterações na visão) e distúrbios do ritmo cardíaco. O risco aumenta com doses diárias mais altas e uso prolongado. Conhecer os sinais de alerta precoce, interações medicamentosas importantes e o cronograma adequado de monitoramento ajuda você a usar o medicamento com mais segurança.
Para Que Serve a Hidroxicloroquina
A hidroxicloroquina é um medicamento prescrito usado para tratar condições autoimunes como artrite reumatoide e lúpus. Também pode ser prescrita para prevenção ou tratamento da malária em determinadas situações.
Como afeta o sistema imunológico e se acumula no corpo com o tempo, os efeitos colaterais podem surgir cedo (em poucos dias) ou mais tarde (após meses ou anos). O risco individual depende da dose, duração do tratamento e condições de saúde subjacentes.

Efeitos Colaterais Comuns
A maioria das pessoas que apresenta efeitos colaterais percebe sintomas leves e controláveis—especialmente nas primeiras semanas. Esses sintomas geralmente melhoram à medida que o corpo se adapta ou após uma alteração na dose feita por um profissional de saúde.
Os efeitos colaterais comuns podem incluir náusea, dor ou cólica estomacal, vômito, diarreia, redução do apetite, dor de cabeça e tontura. Algumas pessoas também percebem erupções leves na pele ou coceira.
Dicas Para Lidar Com Sintomas Leves
Tomar hidroxicloroquina com alimentos pode reduzir o desconforto estomacal. Se a náusea ou a diarreia persistirem, fale com seu prescritor em vez de interromper o medicamento por conta própria.
Se você desenvolver uma erupção cutânea leve, evite novos produtos para a pele ou fragrâncias enquanto monitora os sintomas. Qualquer erupção que se espalhe rapidamente, forme bolhas ou envolva boca ou olhos requer orientação médica urgente.
Efeitos Colaterais Menos Comuns Que Você Pode Notar
Alguns efeitos colaterais são menos comuns, mas ainda assim importantes de reconhecer. Incluem distúrbios do sono, sonhos vívidos, alterações de humor como irritabilidade ou ansiedade, zumbido nos ouvidos e maior sensibilidade ao sol.
Alterações no cabelo e na pele podem ocorrer em alguns pacientes, incluindo afinamento temporário do cabelo, mudanças na cor do cabelo ou hiperpigmentação (escurecimento) da pele. Essas alterações não são perigosas para a maioria das pessoas, mas devem ser discutidas durante o acompanhamento—especialmente se piorarem.

Efeitos Colaterais Graves Que Requerem Atenção Médica
Efeitos colaterais graves são incomuns, mas importantes porque podem causar danos duradouros se forem ignorados. Entre em contato com um profissional de saúde imediatamente se desenvolver sintomas novos que pareçam graves, incomuns ou progressivos.
Problemas de Visão ou nos Olhos
A hidroxicloroquina pode causar toxicidade retiniana (danos à retina). Os sintomas iniciais podem incluir visão embaçada, dificuldade para ler, problemas para se adaptar ao escuro ou alterações na percepção de cores.
O dano retiniano pode ser irreversível, por isso o monitoramento ocular é recomendado—especialmente para usuários de longo prazo ou pessoas com maior risco.
Alterações no Ritmo Cardíaco e Miocardiopatia
A hidroxicloroquina pode afetar o sistema elétrico do coração e prolongar o intervalo QT. Em casos raros, foi associada a problemas graves de ritmo cardíaco e miocardiopatia (enfraquecimento do músculo cardíaco).
Procure atendimento de emergência se tiver desmaios, tontura intensa, dor no peito, falta de ar ou batimentos cardíacos acelerados ou irregulares.
Reações Cutâneas Graves
Foram relatadas reações cutâneas raras, mas graves. Os sinais de alerta incluem erupção com bolhas, descamação da pele, feridas dolorosas na boca, irritação nos olhos, inchaço no rosto ou erupção acompanhada de febre.
Se algum desses sintomas ocorrer, interrompa o uso do medicamento somente se orientado por um profissional de saúde e procure atendimento médico com urgência.
Hipoglicemia
A hidroxicloroquina pode reduzir o nível de açúcar no sangue e causar hipoglicemia, especialmente em pessoas que usam insulina ou medicamentos para diabetes.
Os sintomas podem incluir sudorese, tremores, fraqueza, confusão, visão turva ou desmaio. Se você tem diabetes, pergunte ao seu médico se é necessário monitorar mais de perto a glicose ao iniciar o tratamento.
Sintomas de Humor ou Neuropsiquiátricos
Podem ocorrer alterações de humor, e há relatos raros de agitação, alucinações ou pensamentos suicidas. Esse risco pode ser maior em pessoas com histórico psiquiátrico, mas também pode ocorrer sem sintomas prévios.
Se notar depressão nova ou agravada, ansiedade severa, pânico, confusão ou pensamentos de autoagressão, entre em contato com um profissional de saúde imediatamente.
Fraqueza Muscular ou Sintomas Neurológicos
Com o uso prolongado, a hidroxicloroquina tem sido associada à fraqueza muscular (miopatia) e sintomas neurológicos (neuropatia).
Informe sobre fraqueza persistente, dificuldade para subir escadas, quedas frequentes, dormência ou formigamento—especialmente se os sintomas progredirem com o tempo.
Problemas Sanguíneos e Hepáticos
Raramente, a hidroxicloroquina foi associada a distúrbios sanguíneos (como baixa contagem de glóbulos brancos ou plaquetas) e lesão hepática.
Procure orientação médica se desenvolver hematomas incomuns, infecções frequentes, fadiga extrema, amarelamento da pele ou dos olhos ou urina escura.

Riscos a Longo Prazo e Monitoramento
A hidroxicloroquina é frequentemente prescrita como um medicamento de uso prolongado para o controle de doenças autoimunes. O uso prolongado aumenta a importância do monitoramento de rotina, em vez de depender apenas de sintomas.
Muitos profissionais de saúde recomendam um exame oftalmológico de base dentro do primeiro ano de tratamento. Para pessoas com risco padrão, o rastreamento anual costuma ser iniciado após vários anos de uso, enquanto pacientes de maior risco podem precisar de acompanhamento mais precoce e frequente.
O risco de toxicidade retiniana aumenta com doses diárias mais altas, duração prolongada do tratamento, comprometimento renal e certos medicamentos associados. Manter a dose diária alinhada às diretrizes clínicas atuais é uma parte importante da redução de riscos.
Quem Deve Usar Hidroxicloroquina Com Cautela Adicional
A hidroxicloroquina não é adequada para todas as pessoas. Informe ao seu médico se você tem doença cardíaca, histórico de arritmia, níveis baixos de potássio ou magnésio, doença renal ou hepática, ou doença retiniana ou macular preexistente.
Pessoas com psoríase ou porfiria podem apresentar agravamento dos sintomas. Aqueles com deficiência de G6PD podem ter maior risco de hemólise, e crianças são especialmente vulneráveis à toxicidade por ingestão acidental dos comprimidos.
Se você está grávida, tentando engravidar ou amamentando, discuta os riscos e benefícios com seu médico. O plano mais seguro depende da condição tratada e do seu histórico médico individual.
Interações Medicamentosas Importantes
A hidroxicloroquina pode interagir com diversos medicamentos. A categoria mais importante envolve medicamentos que também podem prolongar o intervalo QT, aumentando o risco de problemas graves de ritmo cardíaco.
Informe ao seu médico sobre todos os medicamentos prescritos, de venda livre e suplementos que você usa. Não adicione novos medicamentos—especialmente antibióticos ou antidepressivos—sem verificar possíveis interações.
Exemplos de Interações Que os Médicos Costumam Verificar
Medicamentos que prolongam o QT: certos antiarrítmicos, antipsicóticos, alguns antidepressivos e antibióticos macrolídeos (como azitromicina ou claritromicina).
Medicamentos para diabetes: a hidroxicloroquina pode potencializar o efeito da insulina ou de outros antidiabéticos, aumentando o risco de hipoglicemia.
Digoxina e ciclosporina: a hidroxicloroquina pode aumentar os níveis sanguíneos desses medicamentos, exigindo monitoramento.
Antiácidos/caulim: podem reduzir a absorção; espaçar as doses pode ajudar. A rifampicina e a cimetidina também podem afetar o funcionamento do medicamento no organismo.
Quando Ligar Para o Médico
Ligue para o seu médico imediatamente se os efeitos colaterais forem persistentes, estiverem piorando ou estiverem interferindo na sua vida diária. Ajustes precoces muitas vezes evitam problemas maiores.
Procure atendimento médico urgente em caso de alterações na visão, dor no peito, desmaios, tontura intensa, erupção cutânea com bolhas ou rápida, inchaço no rosto ou garganta, fraqueza severa ou sinais de hipoglicemia grave.
Perguntas Frequentes
Abaixo estão respostas rápidas para perguntas comuns. Seu perfil de risco pode ser diferente, por isso siga sempre a orientação do seu médico.
Em quanto tempo os efeitos colaterais começam?
Sintomas gastrointestinais leves ou dor de cabeça podem começar em poucos dias. Alguns efeitos colaterais—especialmente problemas oculares ou musculares—estão mais associados ao uso prolongado e maior exposição acumulada.
A hidroxicloroquina pode causar perda de visão permanente?
A toxicidade retiniana pode ser permanente se progredir. Por isso, o controle da dose e o monitoramento oftalmológico de rotina são enfatizados em tratamentos prolongados.
Devo parar de tomar hidroxicloroquina se me sentir mal?
Não interrompa o medicamento abruptamente sem orientação médica, a menos que esteja tendo sintomas de emergência. Fale com seu médico para avaliar se você precisa de ajuste de dose, monitoramento ou tratamento alternativo.